Louise Sams, presidente da Turner Broadcasting System International, abriu na manhã de hoje a série de palestras deste último dia de Maximídia, falando sobre “Comunicação Digital: O que merece a sua atenção e por quê?”. Para a executiva, apesar de toda a tensão vivida hoje nas grandes empresas de mídia sobre o futuro dos meios tradicionais, é preciso ter em mente que os consumidores sempre se orientarão por marcas e programação. “São as marcas que trazem os consumidores de volta e é uma programação que sustenta essa audiência”, afirmou.
Por conta disso, ela acredita que empresas de mídia donas de veículos tradicionais devem se aproveitar da experiência que tem em áreas como o desenvolvimento de conteúdo para ocupar espaço em novas mídias. Empresas norte-americanas líderes de mercado, caso da Turner, estão investindo bilhões de dólares em pesquisa e experimentação de novos formatos, conversando com empresas inovadoras, como o YouTube, para tentar descobrir como rentabilizar sobre programas de audiências altíssimas, mas que ainda não têm um modelo de negócios adequado. “Temos que ajudar os anunciantes a encontrarem seu rumo nessa selva digital”, diz.
Nesse cenário, algumas das mídias que parecem mais promissoras, segundo Luoise, são o vídeo on-demand, “cada vez mais popular nos EUA”; a internet, alavancada pela popularização de vídeos, que hoje atrai investimentos publicitários de US$ 17 bilhões, e deve chegar aos US$ 27 bilhões, em 2009; e a IPTV, TV pela internet, que traz como vantagem o monitoramento dos hábitos de consumo de mídia de cada consumidor e, em função disso, permite o oferecimento de ofertas customizadas. Celulares também já são bastante usados para interação em programas, além de transmitirem programas jornalísticos e de entretenimento. E, por fim, os videogames, extremamente populares entre as novas gerações.

