A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou atualização do ‘Dossiê de Jornalistas Vitimados pela Covid’ e os dados não são nada positivos. Conforme a entidade, a média mensal de mortes de jornalistas por Covid-19 do início do ano, até 2 de junho, teve aumento de 277% na comparação com 2020.
O levantamento apontou a morte de 155 profissionais da categoria, em 153 dias deste ano, enquanto, em 2020, foram 80 óbitos. O mês com índice mais alto em 2021 foi março, de acordo com o documento, registrando 50 vítimas do novo coronavírus no jornalismo.
O Rio Grande do Sul divide com Roraima a nona posição de estado com mais mortes por Covid-19, ambos com oito óbitos. O número corresponde ao período entre abril de 2020 e maio de 2021. No topo da lista aparecem São Paulo (27), Rio de Janeiro (24) e Pará (19).
Os dados ainda apontam que a média de idade com maior incidência é entre 51 e 70 anos, parcela representada no levantamento por 50,4% dos casos. No entanto, entre as mulheres, que representam 10,8% das ocorrências, a média de idade cai quase 10 anos com relação aos homens.
O Dossiê é atualizado trimestralmente pela Federação, a partir do acompanhamento de casos por meio dos sindicatos e da veiculação de notícias sobre mortes de jornalistas por Covid-19. “Se a gente sabe a real condição da pandemia no País é pelo trabalho dos jornalistas, que têm rosto, uma vida, família”, diz o diretor do Departamento de Saúde e Segurança da Fenaj, Norian Segatto.

