O mercado financeiro voltou a elevar a estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010. De acordo com a pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central (BC), no levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de um avanço de 6% para 6,06%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,5%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial neste ano subiu de 9,5% para 9,54%. Em 2011, a projeção para o desempenho da indústria permaneceu em alta de 5%.
O mercado financeiro também voltou a elevar a previsão para a inflação a ser apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010. De acordo com a pesquisa, a expectativa para o índice no ano subiu de 5,41% para 5,2%, distanciando-se ainda mais do centro da meta do governo para a inflação no ano, que é de 4,5%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 ficou inalterada, em 4,8%.
No caso da inflação de curto prazo, a estimativa para abril subiu de 0,49% para 0,5%. Para maio, a projeção subiu de 0,38% para 0,39%. O dado do IPCA de abril deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira, 7. A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) para o fim de 2010 manteve-se em 11,75% ao ano. A projeção para a taxa no fim de 2011 foi mantida em 11,25% ao ano. Atualmente, a taxa está em 9,5% anual.
Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa seguiu em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer deste ano ficou em R$ 1,80.
O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão caiu de US$ 50 bi para US$ 49,90 bi. Para 2011, a previsão do balanço de pagamentos passou de US$ 59,20 bi para US$ 58 bil. A previsão de superávit comercial subiu de US$ 12 bi para US$ 12,24 bi. Para o próximo ano, a estimativa para o saldo da balança comercial manteve-se em US$ 5 bi. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 38 bi. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bi.


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