Notícias

Mercosul está otimista com comércio entre países do bloco

Dado foi revelado por participantes da segunda edição do Encomex Mercosul, que teve inicio nesta terça, na Fiergs

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Ivan Ramalho, abriu, nesta terça-feira, 31, em Porto Alegre, a segunda edição do Encomex Mercosul. De acordo com ele, o comércio bilateral do Brasil com os países do Mercosul deverá ultrapassar o recorde de 2008, de US$ 36 bilhões, e bater na casa dos US$ 40 bilhões até o final de 2010.

Para o secretário, o principal motivo dessa perspectiva positiva é o fato de o primeiro semestre de 2010 ter apresentado crescimento de mais de 40% sobre as exportações do ano passado, que foram muito prejudicadas pela crise econômica. “Tudo indica que o segundo semestre terá o mesmo desempenho ou maior”, insistiu Ramalho.

O vice-ministro de Relações Exteriores do Uruguai, embaixador Roberto Conde, o secretário de Indústria, Comércio e Pequenas e Médias Empresas do Ministério da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, e o coordenador nacional do Paraguai do Grupo de Integração Produtiva do Mercosul, ministro Juan Livieres, demonstraram em seus pronunciamentos que estão trabalhando para o desenvolvimento do bloco econômico no sentido de efetivar também a integração de cadeias produtivas. “Se for possível a integração de produção, o bloco todo ganha competitividade para suas relações comerciais com outras regiões importantes, como a União Europeia”, disse Conde. No mesmo sentido, “entendemos que é muito importante fortalecer o Mercosul e os esforços para isso são demonstrados em eventos como este”, comentou Bianchi, da Argentina.

O vice-presidente de negócios internacionais e atacado do Banco do Brasil, Allan Toledo, revelou que, no primeiro semestre de 2010, os financiamentos para exportações ultrapassaram US$ 15 bilhões. “Isso significa que nenhum exportador deixou de realizar negócios por falta de recursos. O Banco do Brasil possui 30% de market share de mercado nessa área”, observou Toledo.

Para o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, o Encomex é um fórum para o debate de várias questões relevantes ao Comércio Exterior. Entre elas, a necessidade de aprofundar a avaliação sobre as consequências do programa conhecido como “Duty Free Quota Free”, da Organização Mundial do Comércio. “O mecanismo aparentemente serviria de ajuda aos países pobres, mas pode ser utilizado como triangulação na venda de produtos de origens diversas, distorcendo seus objetivos. No Rio Grande do Sul, já foram detectadas importações predatórias de calçados da China, Malásia e Indonésia”, alertou Tigre.

O evento que encerra na quarta-feira, 1º, é liderado pelo MDIC em conjunto com os ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e com a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). A Ecomex Mercosul  conta com patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil. Confira a programação no site do evento.

Imagem

Compartilhar:

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.