A Meta, empresa de Mark Zuckerberg, indicou que pode deixar de oferecer as redes sociais Facebook e Instagram em toda a Europa. O cenário ainda é abstrato e encarado como algo difícil de acontecer para os especialistas do mercado, mas consta como uma das possibilidades em um relatório enviado pela empresa ao Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador e fiscalizador dos Estados Unidos.
O problema está em uma recente lei, que impede ou restringe que dados gerados na Europa sejam armazenados, processados e compartilhados por meio de servidores estrangeiros — caso da Meta, situados nos Estados Unidos.
A nova legislação da União Europeia prejudicaria tanto a parte técnica quanto financeira da empresa, o que a levou a fazer a consideração de remover as redes sociais no continente europeu. O documento registra que “Se não estivermos aptos a transferir dados entre e por continentes ou regiões em que operamos, ou se houver restrição em compartilhar dados entre nossos produtos e serviços, isso pode afetar a habilidade de garantir nossos serviços (…) Nós possivelmente podemos ser impedidos de oferecer uma quantidade de nossos serviços e produtos mais significativos na Europa, incluindo Facebook e Instagram”.
Em uma coletiva de imprensa realizada ontem, 7, ministros alemães e franceses afirmaram que viveriam “muito bem sem o Facebook”. “Após ser hackeado, vivi sem Facebook e Twitter por quatro anos e a vida tem sido fantástica”, comentou o ministro da Economia alemão, Robert Habeck. “A União Europeia tem um mercado interno tão grande com tanto poder econômico que, se agirmos em unidade, não seremos intimidados por algo assim”, disse aos repórteres.

