A mídia é o segundo setor mais confiável no Brasil, ficando atrás apenas do segmento empresarial, segundo o ‘Estudo de Confiança – Trust Barometer’, realizado pela agência de relações públicas Edelman. Houve baixa de 12% no índice, que, de 73% em 2011, caiu para 61% este ano, enquanto o setor empresarial ficou com 63% de confiança – queda de 18 pontos em relação à pesquisa anterior, quando obteve 81% de aprovação. De acordo com o levantamento, o índice de confiança do brasileiro na mídia supera países como EUA e Suécia.
Meios tradicionais como jornais e TV são os mais confiáveis, com 51%, seguidos das mídias digitais (blogs e portais), com 42%. As redes sociais têm a confiança de 21% dos pesquisados e os meios institucionais de empresas (comunicação corporativa) chegam a 27% de confiança. Como contraponto, 56% dos brasileiros precisam checar a informação sobre qualquer empresa entre três a cinco vezes para confiar no fato. Entre os segmentos mais respeitados estão a área de tecnologia, de alimentos e bebidas e a indústria automobilística. Embora apresente queda, o índice brasileiro supera o de países como Espanha, França, Alemanha e EUA. Mas, é o terceiro entre os países formadores do Bric. Entre o público geral (de 25 mil entrevistados), o setor empresarial também é considerado o mais confiável.
Por outro lado, as organizações não governamentais (ONGs) e o poder público (governos em todas as esferas) registram queda em função de escândalos a que foram expostos no ano passado. O governo obteve apenas 32% de índice de confiança, o que significa uma baixa de 53 pontos percentuais. Na amostra geral, a queda é ainda maior: apenas 27% dos consultados acreditam no poder público. É o pior desempenho da América Latina, conforme o estudo da Edelman. As ONGs perderam a confiança das pessoas e o índice caiu de 80% para 49%. Ainda no Brasil, 59% dos entrevistados afirmaram que o País caminha na direção errada; 43% disseram que os líderes de governo não são transparentes; 81% acreditam que é importante que as empresas se envolvam na solução de problemas socioambientais de seus países; e 52% creem que os governos não regulam as empresas de forma suficiente.
Na 12ª edição, a pesquisa contemplou 25 países e 5,6 mil entrevistados, com idades entre 25 e 64 anos, formação superior e frequente contato com notícias e políticas públicas. Também foram feitas perguntas para o público em geral, no qual 25 mil respondentes com mais de 18 anos foram consultados. No Brasil, cerca de mil pessoas participaram da amostra popular.

