Com o objetivo de promover a aproximação entre o Estado e o sudeste asiático – através da ampliação do comércio bilateral, dos negócios, dos investimentos e da cooperação – foi estruturada uma comitiva formada por meio da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), para participar do Asean Latin Business 2012, em Jacarta, na Indonésia.
Segundo o presidente da AGDI, Marcus Coester, a participação trouxe resultados positivos para o Estado. “A AGDI traz demandas concretas para mais de 30 oportunidades de negócios para empresas gaúchas, inclusive com inéditos pedidos de cotação de alimentos industrializados, soja e cutelaria”, afirma Marcus. O embaixador do Brasil em Jacarta, Paulo Soares, convidou o Governo do Estado e a Fiergs para realizar uma missão governamental e empresarial no final de 2012. O evento terá apoio do Ministério da Indústria da Indonésia e da secretaria de investimentos daquele país. “No sentido de aproximação, já ficou pactuado um programa de cooperação e representação recíproca entre a Fiergs, Simecs e o Kadin, organização da indonésia semelhante à Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da AGDI e da Embaixada do Brasil em Jacarta”, ressalta Marcus.
Dessa forma um empresário gaúcho que queira desenvolver negócios na Indonésia poderá contar com o apoio local. Da mesma maneira, a Fiergs oferecerá um serviço de apoio para os empreendedores da Indonésia no Estado. “Iniciativas como estas fazem com que as organizações empresariais possam economizar até dois anos, por chegar mais rapidamente aos tomadores de decisão”, explica o presidente da AGDI.
Com 240 milhões de habitantes e crescendo a 6% ao ano, a Indonésia começa a rivalizar com China e Índia em termos de potencial econômico. “Há uma importante diferença entre o país e seus pares orientais. A Indonésia é menos industrializada, com maior receptividade dos empresários e do governo local para negócios”, avalia Marcus.

