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Muitos empregos podem ser conquistados na conversa, analisa Boechat

Jornalista da Band debateu o perfil dos novos profissionais no Teatro do Ciee

Boechat e Tudesco | Crédito: Divulgação\n

Boechat e Tudesco | Crédito: Divulgação

Ao lado do consultor em Marketing e professor da ESPM-Sul Christian Tudesco, o jornalista da Band Ricardo Boechat participou da primeira edição do Fórum Ciee Band de Ideias, realizado nesta terça-feira, 11, no Teatro do Ciee. Com o tema “O perfil dos novos profissionais x Expectativa do mercado”, Sérgio Stock, apresentador da Band RS, mediou a explanação dos convidados e apresentou perguntas do público.

Após Tudesco apresentar um panorama das características das gerações, Boechat iniciou sua fala com uma brincadeira: “Tenho filhos de todo o alfabeto das gerações”, riu, em referência aos seis herdeiros. Já em sua abertura, o jornalista avisou que não tinha a intenção de desmerecer o trabalho da instituição sede do evento, ao qual ele admira, mas decretou: “Nunca olhei sequer um currículo”, e completou: “O que quero dizer com isso é que muitos empregos são conquistados na conversa, com diálogo, que é muito mais transparente”.

Para explicar as afirmações, Boechat contou que, recentemente, dispensou uma candidata a estágio porque ela não sabia lhe dizer cinco assuntos que considerava manchete no mundo. “Então, o que quero dizer é que os títulos que o currículo garante nem sempre são o melhor que vocês têm”. O jornalista ainda ressaltou que, se pudesse dar um conselho aos estudantes que estão se formando, seria para que não deixassem o Brasil fora dos seus horizontes, pois fazer isso seria uma grande bobagem.

Questionado pelo público sobre o que as empresas precisam fazer para atrair esses novos profissionais, o professor Tudesco sugeriu que procurassem algo que desse a eles flexibilidade, pois esta é uma palavra muito buscada pelos jovens hoje em dia. Boechat completou a resposta do especialista com um questionamento: “Quer dizer que as organizações precisam se adequar a eles? Eles opinam muito, mas não levantam a bunda da cadeira. Não está na hora de dizer para essa geração Y: baixem a bola?”.

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