A participação feminina no segmento de comunicação no Rio Grande do Sul está em crescimento. A conclusão é da terceira edição da Pesquisa Cenários da Comunicação Corporativa no RS, realizada por alunos e professores de Jornalismo da ESPM-Sul, em parceria com a Empresa Júnior da faculdade, a Hub. O material foi apresentado na última semana, em evento para convidados e estudantes do curso.
De acordo com o estudo, no comparativo com as outras edições, o sexo feminino teve um aumento de representatividade de 11% de 2014 para 2016. A presença masculina ficou com um decréscimo pouco significativo, de 3%. Além de serem a maioria na liderança, há um prevalecimento das mulheres (62%) perante os homens nas equipes. Sobre a área de formação do responsável pelo setor, o diploma de Administração é o mais presente entre os responsáveis pela área de comunicação (20%), seguido pelo curso de Jornalismo (17%), Publicidade (16%) e Relações Públicas (16%).
Para a diretora do curso de Jornalismo, Janine Lucht, o levantamento ajuda o grupo – de docentes e universitários – a melhorar a dinâmica de sala de aula, ao conhecer melhor o perfil dos profissionais que atuam na área. A professora deu início às apresentações dos jovens, que conduziram a divulgação dos resultados. Além da pesquisa quantitativa, o grupo produziu um minidocumentário, com diversos profissionais da área, e um e-book, onde podem ser conferidos todos os dados.
Ainda de acordo com o estudo, a comunicação corporativa foi apontada como “muito importante” ou “importante” para 90% das empresas entrevistadas. Dentre as principais atividades desenvolvidas por essas equipes, estão acompanhamento da gestão da marca, mídias sociais, assessoria de imprensa, gestão de crise, e eventos e palestras.
Na ocasião, a vice-presidente da agência de Comunicação Corporativa CDN, Yara Peres, ministrou a palestra “O valor intangível da marca”. Bastante expansiva, ela destacou que a tecnologia permitiu que as relações se tornassem sólidas. “Hoje, todos se enxergam, inclusive os inimigos. Todos têm a mesma chance de ganhar ou de perder, estamos na mesma plataforma. O consumidor é o dono da marca, não é o fundador nem o sócio”, salientou.

