O diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero, defendeu a ideia de que a Inteligência Artificial (IA) não tomará o lugar da prática jornalística, mas poderá ampliar o aproveitamento das informações produzidas pelos veículos. Suas ideias foram compartilhadas na edição 96 da Coonline, na qual o empresário detalhou a estratégia do JC para crescer no ambiente digital, mantendo a edição impressa ativa e sustentável.
Há três anos à frente da empresa, Tumelero apontou a credibilidade construída ao longo dos 93 anos do jornal como um dos principais ativos para essa transformação. “Hoje, em um cenário de tecnologia e redes sociais, no qual todo mundo tem seu espaço, falta muita credibilidade, não tem curadoria. […] A credibilidade sempre foi o pilar do Jornal do Comércio”, declarou.
Uma das apostas do jornal está no uso da IA para organizar e recuperar o acervo digitalizado do periódico. A tecnologia deverá ajudar a localizar informações históricas, relacioná-las com dados atuais e subsidiar novas reportagens e produtos. “Humanamente, é impossível buscar todo esse material”, explicou. Com a Inteligência Artificial, mais de nove décadas de conteúdo serão recuperadas e poderão ser aproveitadas em matérias atuais.
A mudança das áreas administrativa, comercial e editorial para o Tecnopuc também faz parte desse olhar voltado à inovação. Conforme Tumelero, a nova sede aproxima o veículo dos meios acadêmico e tecnológico e reúne diferentes setores em um ambiente integrado. “Não levamos apenas um braço tecnológico para lá. Levamos a empresa inteira”, destacou.
Apesar da expansão digital, o diretor-presidente acredita que a edição impressa ainda terá espaço por sua circulação entre empresas e pela abordagem aprofundada de Economia e Negócios. “O meu papel hoje é encontrar um novo espaço para o Jornal do Comércio nessa era digital, sem perder a essência e os valores que trouxeram a empresa até aqui”, concluiu.
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