A comunicação corporativa é um mercado em expansão no Brasil, envolvendo hoje 1.200 empresas e cerca de 13 mil pessoas, entre jornalistas, relações-públicas e profissionais de áreas afins. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Agências de Comunicação (Abracom), Ciro Dias dos Reis, ao participar hoje do Meeting do Marketing, evento promovido mensalmente pela Federasul e coordenado pela jornalista Ana Cássia Henrich. Ciro definiu crise como uma ruptura de normalidade com potencial de afetar os negócios ou uma comunidade, e fez uma revelação que surpreendeu: dois terços das crises que ocorrem podem ser evitadas, e a maioria delas é causada pelos próprios gestores das empresas.
Um público de cerca de 120 pessoas acompanhou a palestra, a maioria da área de assessoria de imprensa. Ouviram Ciro dizer que na gestão de crise os públicos têm de ser mapeados com antecedência para que, na ocorrência de alguma fatalidade, a empresa saiba com quem tem de falar e o que tem de dizer a cada segmento. “A prevenção é a melhor atitude”, afirmou. E alertou que, se a empresa errar, o importante é saber reconhecer o erro e a situação de vulnerabilidade que vive, “até porque, com os meios de comunicação existentes hoje, é praticamente impossível esconder qualquer fato. E esconder não resolve a crise criada e ainda compromete a reputação”.
“Reconhecer o problema e enfrentá-lo só reforça a credibilidade da empresa ou do agente público”, disse o jornalista. “Mas tem episódios que são indefensáveis”, acrescentou, em uma breve referência ao caso do empresário Daniel Dantas, preso ontem pela Polícia Federal. Ciro disse que estava

