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‘Não existem novas mídias, mas novos consumidores’

Afirmação foi consenso no quinto painel do Fórum ARP

O quinto painel do I Fórum ARP de Mercado debateu Os Desafios das Novas Mídias, com Carla Azevedo, do Grupo de Mídia, Patrícia Carneiro, do Grupo de Planejamento, Marilia Bressani Alves, do Grupo de Antendimento de Veículos, Tiago Ritter, da Agadi (Associação Gaúcha de Agências Digitais), César Paz, da AG2. Sob a mediação de Marcos Valério, Carla iniciou o painel lembrando que as novas mídias não vieram para substituir as tradicionais, mas para convergir com elas e ser mais uma ferramenta para trabalhar a marca de forma criativa. Patrícia levantou a questão de que não existiriam novas mídias, mas novos consumidores, o que gerou consenso na mesa-redonda. “Como pensamos em produzir conteúdo e disputar o tempo do nosso consumidor?”, questionou a publicitária. Ela, que também é professora na ESPM, contou que existe um mito entre os alunos de que trabalhar com novas mídias seria um recurso barato ou gratuito, o que foi refutado por todos os participantes do debate, que lembraram que se utilizar desses meios pode é sair muito caro.

“Como fazer o cliente transferir a verba que ele investe na mídia tradicional para a digital?”, colocou César. Para ele, existe a necessidade das agências on-line e off-line trabalharem juntas na busca de soluções para os clientes e contou que grandes marcas já fazem até concorrência para a contratação de empresas digitais. Patrícia concordou, dizendo que a comunicação deve ser trabalhada de forma conjunta, porque há públicos que utilizam e que não utilizam a internet. “Talvez a tendência seja segmentar os serviços ao invés de trabalhar com o conceito de full-service”, colocou César.

Marília fez uma ressalva de que a nova mídia não é apenas internet: “Não existe no-media, tudo é mídia. O mais óbvio ainda é se utilizar das tradicionais, mas é fundamental estudar qual meio é o mais adequado para determinado cliente comunicar”. Tiago tem uma visão pessimista para o futuro das mídias tradicionais, que não é compartilhado pelos colegas, que entendem que a tendência é mesmo a convergência e não a exclusão de quaisquer meios do planejamento de um cliente. Ainda assim, o próprio Tiago defendeu um modelo de tripé: cliente-agência de publicidade-agência digital.

A pertinência de cada mídia para o cliente seria o que as agências on-line e off-line devem perseguir. “A questão não é o canal, mas a idéia que se quer comunicar”, disse Patrícia. “Para atrair o consumidor é preciso oferecer conteúdo, em qualquer que seja o meio”, complementou Carla.

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