Mauro Dorfmann, presidente do festival e um dos maiores entusiastas do tema da palestra, chamou o painelista Andre Palmini, neurocientista e coordenador de Projetos Científicos do Instituto do Cérebro da Pucrs, para iniciar fala sobre ‘Como a mente humana toma decisões’, uma das mais aguardadas desta quinta-feira, 6.
Andre Palmini explicou que todas as decisões tomadas pela mente humana tem como base experiências anteriores. Para deixar claro como isso funciona, utilizou duas simbologias. Primeiro, a foto de uma gaita, e segundo, a de uma bola de cristal. A primeira imagem representa a mente humana e seus processos. O movimento que o gaiteiro faz com o fole de um lado para o outro representa a mente humana voltando ao passado e indo para o futuro. Segundo ele, a bola de cristal, por sua vez, é a representação de uma função natural do nosso cérebro que nos permite antever nosso futuro, através do lobo central. Portanto, para Andre, a vidente é apenas aquela que antecipa um trabalho que já é do cérebro.
Com base nisso, o neurocientista explicou: “Toda e qualquer tomada de decisão de um ser humano deveria ser embasada em suas decisões passadas, pois através do lobo central é possível vermos que consequências ações semelhantes tiveram no passado e se vale a pena agir da mesma forma novamente”. Andre complementou sua fala explicando o conceito de EPS: o GPS Emocional, que tem origem em uma teoria que caracteriza as emoções básicas que o ser humano sente que remetem à tristeza, alegria, medo e excitação, e que o alertam para sua tomada de decisões.


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