De acordo com um novo estudo publicado pela Kantar Ibope, 99,2% dos lares brasileiros – aproximadamente 73,5 milhões de residências – foram alcançados por um ou mais conteúdos em vídeo no primeiro semestre do ano. A pesquisa, batizada de ‘Data Stories – Aquarelas de Vídeo do Brasil – Explorando o Consumo Cross-media no País’, também avaliou individualmente seis regiões metropolitanas. Essas são as de Belo Horizonte, Curitiba, Distrito Federal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Para acessar, basta entrar neste link.
Com base na apuração realizada, foi identificado que o formato foi o mais consumido no País nesse período. Além disso, nota-se que em Curitiba e no Rio de Janeiro o alcance foi ainda maior que a média nacional, chegando a 99,6%. Os dados trazem informações tanto de vídeos da televisão linear – aberta ou por assinatura – quanto por plataformas on-line, que podem envolver computadores, smartphones, Smart TVs e tablets.
Contextos regionais
Vale ressaltar que a TV linear está em primeiro lugar na distribuição nacional de conteúdos de vídeo, correspondendo a 77% do total. O restante pertence ao compartilhamento on-line. Contudo, a média difere nas variadas regiões metropolitanas analisadas pelo estudo.
A capital dos gaúchos, nesse quesito, segue a média nacional. Já em Belo Horizonte, as televisões aberta e por assinatura são responsáveis por 85% da distribuição desse formato de conteúdo, contra 15% da on-line. No Distrito Federal, a segunda modalidade tem mais força e corresponde a 27% do total, contra 73% da TV linear.
Além disso, os vídeos on-line são assistidos por uma grande multiplicidade de dispositivos eletrônicos, como Smart TVs, smartphones, tablets e computadores de mesa (desktops). Em Curitiba, 41% dos conteúdos audiovisuais virtuais são consumidos por celulares, um dos maiores indicadores do Brasil. Já Belo Horizonte é a região metropolitana líder no compartilhamento por desktop, com 12%.
Predomínio da televisão
Ainda que os novos aparelhos estejam expandindo seu alcance, as TVs se mantêm protagonistas no consumo de vídeos no País. No primeiro semestre, o tempo médio diário gasto em frente aos televisores por brasileiros foi de 3h03. Em eletrônicos, por outro lado, o número chega a 2h18 – 45 minutos de diferença. Já na capital mineira, o diferencial chega a quase uma hora completa.

