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Norte-americanos exaltam a evolução do jornalismo investigativo

Segundo jornalistas, o surgimento de ONGs é o principal responsável para o desenvolvimento da área

Os rumos da reportagem investigativa ao redor do mundo são os melhores possíveis. A avaliação é de David Kaplan e Brant Houston, membros da Global Investigative Journalism Network (GIJN), que pode ser traduzida como Rede Global de Jornalismo Investigativo. De acordo com os norte-americanos, que palestraram na manhã deste sábado, 14, no 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, o surgimento de novas organizações não governamentais (ONGs) que apoiam jornalistas engajados na apuração minuciosa, tem crescido nos últimos 10 anos.

“Hoje existem mais de 100 ONGs e associações sem fins lucrativos atuando em prol da causa”, relatou Kaplan. Ainda de acordo com ele, a mudança do modelo financeiro é outro fator que influencia na melhora da investigação jornalística.

Além de membro da GIJN, Brant Houston também dirige a Investigative News Network (INN), ou Rede de Notícias Investigativas, um grupo que facilita a publicação de reportagens e projetos ligados à investigação. Houston acredita que a tecnologia é um fator fundamental para o impacto das matérias. “O jornalismo está mudando. A tecnologia está mudando”, declarou. No entanto, apesar da euforia, David Kaplan alerta para um problema crônico: a escassez de fontes. “Neste aspecto, os tempos nunca são bons, temos sempre que lutar, procurar fontes. Elas são escassas”. (Por Pedro Henrique Tavares, de São Paulo)

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