Um novo recurso do Instagram, que permitia compartilhar a localização em tempo real, havia sido disponibilizado no Brasil. No entanto, a novidade gerou críticas entre os usuários e preocupações nas redes sociais em relação à privacidade. A repercussão levou, inclusive, a deputada federal Erika Hilton (Psol) a solicitar a suspensão da funcionalidade. De acordo com reportagem do G1, a Meta informou, em nota enviada ao veículo, que a liberação do recurso ocorreu de forma acidental.
Antes de ser retirada do ar, a ferramenta informava que a localização do usuário não estava sendo compartilhada, desde que a opção permanecesse desativada. Além disso, a plataforma destacava que “seus seguidores podem ver seu conteúdo nas localizações que você marcar”. O recurso estava disponível na área de mensagens diretas, conhecida como Direct. Ao tocar no ícone de globo identificado como “Mapa”, o usuário abre uma tela em que pode ver a localização associada a publicações e stories compartilhados por outros usuários.
Ainda conforme notícia publicada pelo G1, a funcionalidade já havia gerado polêmica em 2025, quando alguns usuários tiveram um acesso antecipado e manifestaram preocupação com o compartilhamento de localização. Após a liberação neste ano, novas críticas surgiram por meio de redes sociais, com usuários destacando também a preocupação com a funcionalidade.
Ação da deputada
Em suas redes sociais, a deputada Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público Federal solicitando a suspensão imediata do recurso. “Um clique errado e a localização é compartilhada”, escreveu. Segundo ela, a funcionalidade coloca em risco mulheres, crianças e pessoas idosas. A parlamentar também afirmou que o menu é confuso, que induz o usuário a aceitar o recurso e o compartilhamento da própria localização.
“Essa é uma função lançada de forma completamente irresponsável por uma big tech que só pensa em lucro e não se importa se uma nova funcionalidade pode acarretar em casos de roubo, stalking, perseguição, violência, estup*o ou assassinato”, publicou em sua página no X, antigo Twitter. Ela acrescentou que, como presidenta da Comissão das Mulheres, a situação lhe causa preocupação.
“Enquanto a função não é suspensa, por favor, atentem-se às configurações dos seus celulares e das crianças e pessoas idosas da sua família”, alertou a deputada. Ao concluir a publicação, ela orientou os usuários a desativarem a função o quanto antes nas configurações do Instagram.

