O Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) completa seus 20 anos neste mês da Consciência Negra. Uma das conquistas mais recentes da organização foi a aprovação de cota de 20% de negros e negras para a diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e sindicatos. A proposta, que foi encaminhada pelas representantes Jeanice Dias Ramos e Vera Daisy Barcellos durante o 2º Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira), foi aprovada em setembro deste ano durante o 39º Congresso Nacional dos Jornalistas.
Agora, o grupo também intensificará ações de fortalecimento de lideranças pretas que possam concorrer às eleições de 2022. Ainda, entre as principais ações que a iniciativa realiza atualmente estão a formulação de teses para congressos estaduais e nacionais e a realização de seminários, painéis, cursos e oficinas, que abordem a temática das questões raciais nos meios de Comunicação.
História
O Núcleo foi fundado em 2001 pelas jornalistas Jeanice Dias Ramos e Santa Irene Lopes para atender às demandas do Comitê Afro-brasileiros do Fórum Social Mundial, que fazia o acolhimento de jornalistas da África, Europa e América e procurou o Sindjors. O então presidente do Sindicato, José Carlos Torves, disponibilizou a sede da entidade para os jornalistas negros e negras que tinham dificuldade em conseguir visibilidade durante o Fórum.
Os representantes já participaram de organizações municipais e estaduais, como os conselhos Municipal dos Direitos do Povo Negro (CNegro) e Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene). Os integrantes também mantêm contato direto com as Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) e Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira).

