Há pouco mais de dois anos, o futuro do The New York Times era nada promissor. O jornal de maior prestígio no mundo registrava queda de vendas, estava ameaçado de perder o domínio em Nova York para o rival Wall Street Journal, de Rupert Murdoch, ao mesmo tempo em que o setor publicitário americano cortava investimentos. O socorro veio do bilionário mexicano Carlos Slim, que liberou empréstimo de US$ 250 milhões ao grupo controlador da publicação. Hoje, ainda persistem alguns problemas, mas o cenário mudou – é o que apontam resultados financeiros divulgados nos últimos dias.
A principal novidade trazida pelo balanço da New York Times Company é que o sistema de assinatura do conteúdo on-line, lançado no fim de abril, tem superado as expectativas do grupo. Ainda que a empresa não tenha divulgado uma meta, comenta-se que esperava 300 mil assinaturas em um ano. No fim de junho, o jornal somava 224 mil assinantes digitais, fora os 100 mil que acessam o conteúdo via promoção da Ford e os 57 mil que pagam para lê-lo em aparelhos como o Kindle e o Nook. O número deverá crescer com o lançamento de assinaturas corporativas e para presente.
O empréstimo obtido com Slim será pago em setembro, cinco meses antes do previsto. Para completar o bom momento, o Wall Street Journal, jornal mais vendido nos Estados Unidos, está sofrendo críticas pela cobertura do caso dos grampos ilegais do News of the World, tabloide britânico de Murdoch fechado recentemente.

