Experiente em coberturas de risco, o jornalista do Grupo Estado Lourival Sant’Anna falou da cobertura multimídia durante os conflitos no Oriente Médio, que ficaram conhecidos como Primavera Árabe. De acordo com Sant’Anna, o mais importante é apurar de maneira correta, independente da mídia na qual a matéria será publicada. A palestra aconteceu durante o 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
“O produto final será definido de acordo com os canais que o Estadão tiver”, conta. Ele esteve recentemente na Síria, onde teve a oportunidade de acompanhar os observadores da Organização das Nações Unidas (ONU). Sant’Anna também cobriu a queda de Muammar Kadafi na Líbia.
Natural de Goiânia, ele acredita que a cobertura deve ter o compromisso de ser a melhor possível. “Me preocupo em contar a história da forma mais leal possível”, declara.
Questões trabalhistas de correspondentes também entraram em pauta. Quando perguntado se via algum tipo de problema em exercer os trabalhos de redação e fotografia simultaneamente, Lourival Sant’Anna foi enfático: “Não me importo com isso”. (Por Pedro Henrique Tavares, de São Paulo)

