‘Brasil é o país do Futuro e o futuro chegou’ – este foi o mote de discussão das 19 palestras que integraram a Semana ARP da Comunicação, promovida pela Associação Riograndense de Propaganda (ARP), de 29 de novembro a 2 de dezembro, no Sheraton Hotel. Seguindo este tema, a questão que permeou os discursos de quase todos os palestrantes presentes foi a mudança de comportamento dos brasileiros. Como apresentou André Toretta, ao defender um formato de publicidade diferenciado para a nova classe média brasileira: “Não importa o que você fala, importa o que o outro entende”.
O antropólogo Roberto DaMatta seguiu na mesma linha e apontou que “a classe média está aprendendo que discordar não é falta de educação. As diferenças têm que ser confrontadas, isso é fundamental para construir uma sociedade democrática e liberal”. No segundo dia, foi a vez de Paulo Lima, diretor e fundador da Trip Editora, defender o foco no comportamento humano. Para ele, o segredo está em ter capacidade de produzir conteúdos emocionantes com possibilidade de transmissão em diversas plataformas. “A gente bebe das fontes mais antigas. Trabalhamos muito com antropologia, filosofia e psicologia. Uma das maiores inspirações para nós são os sofrimentos e as angústias da população”, disse.
Quando o assunto era internet, as considerações de Fábio Coelho, da Interactive Advertinsing Bureau Brasil (IAB), também apontaram para as mudanças de hábitos dos brasileiros. “Tudo o que é novo exige experimentação. Temos que estar abertos para entender essa mudança de comportamento dentro das companhias.”, disse o executivo, destacando que a entidade trabalha para aumentar os investimentos em internet no Brasil.
Mudanças também estiveram presentes em outros pontos da Semana. Não só as palestras foram concentradas em um único local, como o Jantar da Propaganda, mudou de sede. Realizado no BarraShoppingSul, recebeu quase 900 convidados em uma cerimônia que não fugiu ao tema do encontro. A começar pelo cardápio, que sugeria hábitos saudáveis de alimentação, com maracujás servidos de entrada e pratos leves com peixe e camarão, até a apresentação de performances musicais ao som de instrumentos como berimbau e tambor, e clips com imagens de diversas partes do Brasil. Ao perceber que a maioria dos presentes não apreciou o maracujá servido no coquetel de entrada, a chef Neka Menna Barreto subiu ao palco e ensinou ao público como degustar a fruta em uma próxima ocasião.


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