A versão online do Observatório da Imprensa exibe uma entrevista de seu colaborador Mauro Malin com Yoani Sanchez, cujo blog generacion Y lhe valeu matéria pela Time, como uma das pessoas mais influentes da atualidade, além do prêmio Ortega y Gasset. A filóloga cubana de 32 anos mantém na rede um espaço de resistência à constante censura cubana e é um dos raros casos de cidadãos da ilha que rasgaram o passaporte para poder voltar à sua terra, por questões familiares.
Em sua introdução à entrevista, intitulada “Cuba me Dói”, feita por telefone e publicada no dia 12, Malin (que é supervisor editorial do Museu da Pessoa) admite que desconhecia a notoriedade internacional da blogueira. No depoimento resultante de 40 minutos de conversa, Yoani, entre outras coisas, afirma que precisa se valer da ilegalidade para viver. “O que acontece é que em Cuba há muitas coisas proibidas. Por exemplo, talvez a maioria pense que fazer um blog, escrever opiniões na internet, pode ser proibido. Portanto, pode ser que sim, que eu faça coisas proibidas e ilegais. De todo modo, na sociedade cubana todas as limitações legais e as proibições fomentam muito a ilegalidade. Por isso, de alguma maneira todos somos um pouco delinqüentes”, afirma. O áudio da entrevista pode ser acessado neste link.

