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Oficializado Cluster de Turismo de Saúde na Capital

Objetivo é atrair estrangeiros que buscam tratamento de saúde fora de seus países

A capital gaúcha entra formalmente no roteiro do turismo médico internacional, a partir desta sexta-feira, 17, com a assinatura do estatuto de criação do Porto Alegre Health Care Cluster, entidade jurídica para profissionalizar a gestão do turismo de saúde. O objetivo da iniciativa é conquistar o mercado de milhões de pessoas que buscam tratamento e cirurgia eletiva fora de seus países, especialmente Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

O Conselho Deliberativo da entidade, oficializado hoje, reúne Federasul, Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), hospitais Moinhos de Vento, Santa Casa, São Lucas da PUCRS e Mãe de Deus. A  presidência será de Carlos Biedermann, coordenador da Divisão de Serviços da Federasul  “A entidade irá colocar Porto Alegre no centro do mapa do turismo médico mundial, para tratamento de serviço de excelência em saúde”, avaliou o presidente do Conselho.

O Porto Alegre Health Care Cluster, lançado em junho passado pela SMTUR e os quatro hospitais, vai formalizar sua rede a disputar esta fatia de mercado, disputada também pelas seguradoras que encaminham seus segurados para tratamento médico em outros países. O Cluster inicia com quatro hospitais considerados de atendimento globalizado, com certificação, e que cumprem os critérios internacionais de procedimentos. “Num segundo momento, teremos outros hospitais de excelência no roteiro, assim como instituições da área”, informou Biedermann, explicando que eles ingressarão na entidade a partir do cumprimento de normas e padrões e aprovação. A entidade será dirigida por um CEO, que deverá ser contratado em janeiro e vai coordenar o planejamento estratégico, com as metas a serem cumpridas.

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, Porto Alegre já é destaque no turismo de eventos e negócios. “A cidade decidiu que apostaria nessa direção e deu certo”, comemorou Moraes. Em relação ao segmento de turismo médico, o secretário observou que é um mercado que envolve bilhões de dólares em nível mundial e o Brasil apenas “engatinha”. “Contamos com os maiores hospitais, que são referência em qualidade, e precisamos investir recursos, energia e gente para fazer acontecer de verdade”, disse.

O diretor-geral e administrativo do Hospital da PUCRS, Leomar Bammann, comentou que o Brasil não investe nem um por cento do que o mundo investe em pesquisa. “Atualmente, são investidos cerca de US$ 40 bilhões de pesquisa no mundo, e aqui no país não chega a US$ 300 milhões”, exemplificou. Já o superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, Nilton Brandão da Silva, afirmou que Porto Alegre é o quarto destino de viagens internacionais no Brasil, e a cidade está qualificada para receber a demanda da área de turismo médico. Segundo ele, estudos apontam que, a cada dólar investido numa viagem para tratamento de saúde, outros sete ou oito são gastos noutros serviços, motivo pelo qual a cidade precisa de infraestrutura e parcerias.

O diretor geral e administrativo da Santa Casa, Carlos Alberto Fuhrmeister, destacou que oficialização do Cluster demonstra pioneirismo, ousadia e inovação, e que a iniciativa ainda representa a oportunidade de um novo negócio. “Será um benefício para a cidade e para os hospitais, que estão plenamente preparados para atender a demanda que virá”, destacou Fuhrmeister. Por fim, o gerente de Marketing do Hospital Mãe de Deus, Diego Caleffi, enfatizou que será um grande desafio fazer o Cluster funcionar em um mercado tão novo. “Temos muito a aprender e a maior alegria será aprendermos juntos”, considerou.

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