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Papéis da publicidade pautaram abertura do Festival

Com uma hora de atraso e auditório lotado, teve início a 18ª edição do Mundial de Publicidade

Dirigindo-se especialmente aos jovens publicitários, o presidente de honra da Associação Latino-americana de Publicidade (Alap), Luiz Coronel, abriu o 18º Festival Mundial de Publicidade de Gramado, com uma hora de atraso. O publicitário e poeta destacou que os estudantes e recém-formados têm a oportunidade de, durante o evento, encontrar aprendizagem com os profissionais mais experientes da propaganda. “A geração do tênis e da mochila há de trilhar novos caminhos e levar nas costas a responsabilidade de humanizar ainda mais a propaganda”, afirmou.

Para Coronel, os publicitários devem exigir de si mesmos a consciência dos cineastas, a paixão dos bailarinos e o calo dos escultores, visto que a publicidade representa o casamento entre comércio e arte: “Enquanto comércio é a força motriz do desenvolvimento; enquanto arte, uma manifestação de rebeldia a toda e qualquer acomodação”. Sobre o papel social da publicidade, elogiou Airton Zaffari, um dos agraciados com a medalha Maurício Sirotsky Sobrinho. O poeta ainda provocou os jovens a transformarem sua atividade profissional em cultura. “Nem toda informação é conhecimento, nem todo conhecimento é cultura, é o que nos faz mais conscientes. E a propaganda pode e deve ser cultura”.

Já Beto Callage, da DCS, presidente desta edição, falou sobre a escolha do tema ‘Onde esta a ideia’. Para ele, não poderia haver outro foco para o encontro que não o conteúdo. “As grandes idéias envolvem, seduzem e transformam. Levam o homem para frente”, disse.

O publicitário demonstrou preocupação com o impacto da disseminação do uso da tecnologia sobre a criação. “Não criamos mais, buscamos as ideias, que já estão quase prontas na internet”, lamentou, destacando que a revolução digital começou silenciosa e mudou definitivamente a publicidade, o que só aumenta o valor da criação. A reunião de profissionais de cinema, televisão, propaganda e jornalismo se justifica, para Beto, a partir do momento em que todos são criadores de conteúdo. “Criar é a mais democrática das atividades”, avaliou.

Após os discursos de abertura, teve início a entrega da placa Publicista do Ano e da medalha Maurício Sirotsky Sobrinho.

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