Ao participar nesta quarta-feira, 25, da reunião-almoço da Federasul, o diretor-executivo da J. P. Morgan Brasil, Aod Cunha, afirmou que o comportamento da economia brasileira, com geração de emprego e renda, faz com que o Brasil ainda seja visto pelos investidores internacionais como um “País com boa performance”. O ex-secretário estadual da Fazenda considerou, porém, que o País não ficará imune à crise internacional e, por isto, deve fortalecer suas condições de crescimento avançando em questões como melhoria da qualidade da educação, elevada carga tributária e desequilíbrio do sistema de previdência.
Aod Cunha ressaltou ainda que o movimento de queda da taxa de juros, iniciado pelos bancos estatais, foi favorecido pelo cenário macroecômico. Acrescentou que a redução das taxas deve ser promovida “com responsabilidade e com cautela” a fim de evitar a elevação dos índices de inadimplência pelo excessivo endividamento da população.
Na palestra sobre cenários internacionais, Aod destacou que, hoje, a tarefa mais difícil da Europa é conseguir sustentação para os ajustes e reformas necessários. Segundo ele, Estados Unidos e Europa vão crescer menos nos próximos 20 anos, enquanto Japão e Rússia terão blocos de desenvolvimento mais lento por causa do ciclo demográfico desfavorável e a China continuará em ritmo de crescimento.


