“Com certeza, 2015 não vai deixar saudade”, disse o diretor do Grupo Sinos, Marcus Klein. Segundo ele, a razão das dificuldades foi a recessão que atacou os principais segmentos anunciantes da empresa – automotivo, imobiliário e grande varejo. A alta do dólar também foi responsável pelo ano negativo, pois gerou aumento de custos de papel e de chapa, itens considerados por Marcus essenciais no negócio. Somado a isso, o aumento dos custos de energia também contribuiu para elevar o custo industrial. “Em resumo, enfrentamos “uma tempestade perfeita”: queda de receita e o crescimento de custos de mercado, sobre os quais temos pouco controle”, lamentou.
Por outro lado, o diretor afirma que, mesmo em meio às dificuldades, o Grupo Sinos tem o que comemorar. Em matéria de eventos, a empresa organizou shows com nomes de expressão nacional; criou o primeiro Congresso de Gestão de Pessoas no Vale; trouxe Augusto Cury para palestrar; fez o 2º Salão do Imóvel; e realizou corridas com mais de quatro mil atletas. Os food trucks também entraram para o calendário do grupo que, neste ano, organizou sete encontros, juntando um público de 80 mil pessoas.
Marcus adiciona às conquistas a ampliação do parque gráfico que, segundo ele, ajudou na redução de custos de produção e na qualidade dos jornais. Neste ano, a sede de São Leopoldo do Jornal VS foi inaugurada, e, neste novo prédio, estão agora centralizadas todas as operações de telemarketing do Grupo Sinos. Além disso, em 2015, o Jornal NH se manteve na nona posição no ranking dos maiores jornais de assinaturas do Brasil. O segmento digital também ganhou destaque com o noticiário em vídeo, o Boletim NH News, que passou de uma para três edições diárias.
O executivo disse acreditar que mercado de Comunicação talvez tenha enfrentado o momento mais difícil dos últimos 20 anos. “Mas terminamos o ano com o sentimento de dever cumprido. Fizemos mudanças internas, enxugamos custos, criamos projetos e temos convicção que entramos 2016 mais preparados para o que vier pela frente”, projetou. Mas, sem divulgar percentuais, Marcus disse que a organização não atingiu as metas de faturamento, ficando abaixo das expectativas.
Para o próximo ano, o Grupo Sinos acredita em crescimento no faturamento e melhora no resultado operacional. Com os ajustes internos feitos em 2015, o grupo se sente “preparado para surpreender em 2016”, como falou o diretor. Mas pondera: “Nossa expectativa para a economia é que teremos um primeiro semestre ainda muito ruim. Já no segundo semestre, temos uma expectativa de inversão da curva negativa, onde teremos um ambiente de retomada de crescimento”.

