A busca por dados nas redes sociais possibilita uma pluralidade de conhecimento. Esta é a opinião de Andy Carvin, estrategista de comunicação da rádio norte-americana NPR (National Public Radio). Neste sábado, 14, durante o 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, Carvin falou de sua experiência no relato dos acontecimentos da Primavera Árabe pelo Twitter.
Apesar do uso assíduo da internet, ele também presenciou os fatos ao vivo. Em uma viagem ao Cairo, no Egito, acompanhou uma manifestação na Praça Tahrir, local das mobilizações que deram início ao processo de declínio do ditador Hosni Mubarak. “Temos dois tipos de história: a ao vivo e a pelo Twitter. Ambas são incompletas. Temos que unir as duas coisas”, declara.
As experiências da cobertura no Oriente Médio não foram, porém, o único assunto abordado por ele. O papel das mídias sociais foi outro tema colocado em pauta. O também blogueiro da PBS (Public Broadcasting Service) analisou que as informações postadas têm função fundamental para a reportagem. “Fiz uma rede de contatos a partir de algumas pessoas que já conhecia no Twitter. Quando precisava de informações, postava uma pergunta. Minhas fontes me respondiam. A informação era muito rápida”. (Por Pedro Henrique Tavares, de São Paulo)

