Ao explicar por que a Fundação Piratini, que detém a TVE e a FM Cultura, está entre as organizações que podem ser extintas, a Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul (Secom-RS) afirmou ao Coletiva.net que ter uma emissora de rádio e de televisão não é prioridade para o governo. As medidas para enfrentar a crise financeira do Estado foram anunciadas nesta segunda-feira, 21, pelo governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB).
De acordo com o governo, a estrutura da Fundação é cara para manter seus 280 funcionários e que, por ser uma concessão pública, tem restrições em relação à publicidade e, portanto, não gera receita. “Acaba sendo uma despesa para o Estado. Não que não seja importante, mas estamos olhando para a sociedade como um todo e percebemos que não é essencial”, disse ao portal o órgão público. Toda a equipe que atua hoje na TVE e na FM Cultura será desligada caso a medida seja aprovada.
Em 30 dias, o pacote será votado pelos deputados na Assembleia Legislativa e, se estiverem de acordo, a organização passará a ser administrada pela Secom-RS, que terá 180 dias para definir o que será feito com as concessões. “Entre nossos planos está fazer um debate aberto com a sociedade para saber o que ela quer que seja feito com a TVE e com a FM Cultura”, adiantou. Também comentou que existe a possibilidade de federalizar a Fundação e que, inclusive, esse assunto já foi debatido em Brasília.
Veja as fundações que estão no pacote:
- Cientec – Fundação de Ciência e Tecnologia
- FCP – TVE – Fundação Cultural Piratini
- FDRH – Fundação para o Desenvolvimento
- FEE – Fundação de Economia e Estatística
- Fepagro – Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária
- FEPPS – Fundação Estadual de Produção
- FIGTF – Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore
- FZB – Fundação de Zoobotânica (projeto que está na Assembleia será substituído)
- Metroplan – Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regionalização Administrativa e dos Recursos Humanos


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