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Para sócio do Estúdio Nômade, inovações sociais devem considerar prós e contras

Aron Litvin conduziu última atividade da manhã do Black Sheep Project

Um dos sócios-diretoras do Estúdio Nômade, Aron Litvin, encerrou o ciclo de palestras desta manhã no Black Sheep Project. Para falar sobre os aspectos que envolvem as inovações sociais, o convidado iniciou com uma dinâmica entre os participantes. Ele propôs que os presentes se agrupassem em duplas e conversassem por cinco minutos. “Se permitam ouvir o outro, esse é o primeiro passo para inovação”, argumentou. A partir do Mito da Caixa de Pandora, o bate-papo foi centrado na observação dos prós e contras de desenvolver projetos inovadores.

Na oportunidade, explicou a diferença entre colaborativismo e competitividade, que, segundo ele, não são saudáveis às relações. Afirmou que a colaboração entre as pessoas faz parte da essência humana, que isto deve prevalecer nos negócios. “Infelizmente, processos sociais mataram nossa biologia. Devemos lutar contra isso”, sugeriu, e observou que os reflexos da competição são as crises políticas e financeiras que o Brasil está vivenciando.

A fim de ilustrar a necessidade de retomar a genética colaborativa, Aron apresentou dois de seus projetos. O primeiro surgiu da observação das estruturas das paradas de ônibus. Nelas, implementou estantes para compartilhamento de livros com o objetivo de gerar uma intervenção urbana no cotidiano da população. “Eu estava mais interessado em como as pessoas  reagiriam às interações”, confessou, orgulhoso. O segundo é o ‘Exorcismos Urbanos’, que visava o  mapeamento dos locais abandonados da cidade  para oportunizar a convivência com espaços não turísticos. “Ambos procuravam incentivar mudanças. Percebi que precisamos ter essas alterações antes de propô-las aos outros”.

Uma das sugestões dadas por Aron foi uma lista com sete verbos que começam com a letra ‘R’ (reavaliar, reconceituar, reestruturar, relocalizar, reduzir, reutilizar e reciclar) que podem auxiliar nestas mudanças. Defendeu que as pessoas devem pensar como consumidores, e se questionarem aonde estão investindo seu dinheiro. “A gente precisa entender, como cliente, de onde vem os objetos que compramos. Dinheiro é poder. Muitas empresas não estão ligadas aos oito erres. Para haver uma transformação nas organizações, é necessário que isto aconteça, primeiro, com o consumidor”, refletiu.

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