
Em 2021, a parceria entre o Estadão e o Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade completa duas décadas. O jornal O Estado de São Paulo foi selecionado, em 2001, para ser o representante oficial do evento no País. Para ampliar o interesse brasileiro pelo evento, o jornal promove ações como o ‘Cannes Preview’, o ‘Desafio Estadão Cannes’ e auxilia na divulgação do ‘Young Lions’.
Em entrevista exclusiva ao Coletiva.net, o diretor executivo comercial do Estadão, Paulo Pessoa, faz uma avaliação da histórica edição virtual do Cannes Lions. “Um dos nossos desafios é mostrar ao mercado que, hoje em dia, Cannes Lions não é mais um evento que tem uma marca, mas, sim, uma marca que tem, entre outras coisas, um evento”, destacou.
Confira a entrevista:
Quais os pontos positivos e negativos da edição virtual do Cannes Lions?
A edição virtual ampliou de um público de cerca de 15.000 pessoas para 80.000, o que é um ganho extraordinário. A edição virtual fica on demand, o que faz com que ninguém perca nenhum conteúdo. Por outro lado, na parte de premiação, as ricas discussões do júri naturalmente perdem bastante, uma vez que cada etapa, antes de se chegar aos semifinalistas, acaba sendo feito de maneira solitária. Na parte de conteúdo, estar próximo de estrelas da criatividade mundial, astros da música e do cinema, não tem preço. E por fim, na parte de networking, as pessoas, pela própria natureza humana, buscam o olho no olho, que fixa muito mais um relacionamento.
Quais temas ou conteúdos do evento têm chamado mais sua atenção neste ano?
Dos oito temas principais deste ano, acredito que ‘As marcas ainda irão salvar o mundo’ nos leva a uma enorme discussão do papel das empresas em um mundo que as pessoas estão buscando por responsabilizações quanto à sustentabilidade, diversidade e governança, e qual o papel da Comunicação das marcas nisto. O quanto há de compromisso de verdade, o quanto o discurso deve estar alinhado com os propósitos do estabelecimento. Isto está mudando quando as organizações têm seu valor cotado no mercado internacional. Então, é extremamente relevante.
Acredita que o formato digital (ou híbrido) deverá ser mantido em um cenário pós-pandemia?
Híbrido. É uma tendência para todos os setores, que se tornem híbridos, por questões de alcance, custos, multifuncionalidade, etc.
Qual é o principal desafio, em termos de cobertura, para o Estadão, no ano em que a parceria com o Cannes Lions completa 20 anos?
Nosso trabalho como representantes oficiais vai bem além da cobertura jornalística, que é feita com muito profissionalismo e conhecimento. Somos responsáveis pela execução de eventos, distribuição dos comunicados do ‘Lions Festivals’, prover o Lions de informações sobre o mercado publicitário brasileiro, promover a interação do mercado com a organização, auxiliar as agências a inscreverem da melhor forma possível suas campanhas, ajudar os profissionais a se cadastrarem para acompanhar não só o evento, mas todas as atividades que agora acontecem durante o ano todo com a implementação do Lions Membership. Posso dizer que um dos nossos desafios é mostrar ao mercado que, hoje em dia, Cannes Lions não é mais um evento que tem uma marca, mas, sim, uma marca que tem, entre outras coisas, um evento.
Coletiva.net cobre pela segunda vez o Cannes Lions, com o apoio da Agência Euro e do Publi. Realizado normalmente na cidade de Cannes, na França, em função da pandemia de Covid-19 o Festival Internacional de Criatividade acontecerá neste ano de maneira on-line. A repórter especial e correspondente internacional do portal, Cleidi Pereira, é quem acompanha o evento pela segunda vez, e relata as principais tendências apresentadas, além dos vencedores da premiação.

