“A volta do diploma não é de interesse da imprensa, não é interesse jornalístico. Os jornalistas cobrem tudo, mas não falam da situação deles”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC 386/09. A crítica foi feita em referência aos dois anos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, completados nesta sexta-feira, 17. De acordo com o parlamentar, a proposta só foi aprovada em todas as Comissões da Câmara pelo barulho nas redes sociais, nas faculdades de Jornalismo e pelo trabalho nas bases políticas.
Em entrevista à repórter Izabela Vasconcelos, do portal Comunique-se, o deputado também critica a postura dos jornalistas e veículos de comunicação que não se sentem parte da questão. “O pano de fundo por trás de tudo isso é a questão da força econômica. Os grandes grupos de comunicação – que cada vez mais diversificam suas atividades, abrem seus capitais – a informação é uma mercadoria como qualquer outra, igual ao cara que vende laranja, vende atum, vende feijão. Eles vendem informação.” Pimenta acredita que muitas questões devem ser respondidas, como, por exemplo: “Aumentou a liberdade de expressão?, o sigilo da fonte será para todos? E como ficará o credenciamento dos jornalistas na Copa e Olimpíadas aqui no Brasil, já que todos podem ser jornalistas?”.
A expectativa do deputado é que a PEC possa ser votada até o final deste ano, trazendo novamente a exigência do diploma para o exercício da profissão. Outra PEC, a de número 33/09, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), aguarda para ser votada no Senado.


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