De acordo com a pesquisa ‘VisualGPS’, as pessoas com deficiência (PCDs) estão representadas em apenas 2% dos conteúdos mais populares de imagens e vídeos. O estudo foi realizado pela Getty Images & iStock, empresa de banco de imagens, e também traz as formas de contornar o problema e as vantagens em fazê-lo.
De acordo com a diretora de Insights Criativos da companhia, Kate Rourke, os números não corroboram com as expectativas do consumidor e servem para perpetuar os preconceitos e a falsa representação dessa comunidade. “É crucial que marcas e negócios aumentem e promovam a visibilidade de PCDs. Ao incluir conteúdo visual inclusivo, empresas podem moldar narrativas, romper com estereótipos e promover conexões genuínas com um público diverso”, avalia.
Ainda segundo as informações obtidas pelo levantamento, para contrariar a sub-representação e distorção na representatividade de PCDs, os dados apontam que é necessário incluir vozes diversas na criação de conteúdos, o que pode ajudar a aumentar as perspectivas e a contar uma história ampla e autêntica. Para colaborar com esse movimento, a Getty Images, em parceria com o Hiki, aplicativo de amizade e encontros para a comunidade autista, lançaram o ‘#AutisticOutLoud’ em mercados internacionais. A iniciativa apresenta uma galeria com curadoria de imagens e vídeos que retratam de forma autêntica a diversidade e a resiliência das pessoas dentro do espectro, feita por criadores autistas.
“A autenticidade na representação visual pode ser alcançada por meio de um processo contínuo de escuta, aprendizagem e adaptação com base no feedback da comunidade”, explica Kate. Ao fazer isso, como afirma a diretora, as marcas podem criar mais confiança na comunidade, ao mesmo tempo em que promovem ligações duradouras com um público vasto.
