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Pesquisa aponta crescimento da publicidade online

Levantamento registrou aumento de 71% da receita bruta em 2011

A pesquisa Monitor Evolution, do Ibope, registrou crescimento de gastos com publicidade, chegando a R$ 88,3 bilhões. Conforme o levantamento, a internet segue conquistando o mercado. O meio, que tinha 4% do bolo publicitário em 2010, cresceu para 6% em 2011. O estudo ainda aponta que houve aumento de 71% da receita bruta (de R$ 3,1 bilhões para R$ 5,4 bilhões), corresponde principalmente a uma mudança na tabela praticada pelos portais, além da inclusão de novas modalidades publicitárias.

A TV aberta ficou com 53% do bolo publicitário, aumentando seu faturamento de R$ 40 bilhões para R$ 46,3 bilhões (alta de 15,3%); os jornais foram responsáveis por 20% das receitas, saltando de R$ 16,1 bilhões para R$ 17,2 bilhões (incremento de 7%). Pela primeira vez, as TVs por assinatura ficaram à frente do meio Revista, chegando à terceira colocação no ranking das receitas com publicidade. Elas alcançaram R$ 7,4 bilhões (alta de 18%), enquanto o meio Revista recebeu R$ 7,2 bilhões (alta de 13,3%). O comércio e o varejo foram responsáveis por 22% dos gastos publicitários (R$ 19,1 bilhões), liderando o ranking por setor. Em segundo lugar ficou o setor automobilístico, com 9%. Já com 8%, o setor de higiene e beleza foi o que mais ampliou gastos: chegaram a R$ 7,4 bilhões, quase R$ 2 bilhões a mais do que no ano anterior.

“Cada vez mais, o tempo e a atenção dos consumidores estão se voltando para mídias na internet”, explica Leandro Kenski, CEO da Media Factory, agência especializada em marketing digital. “O que está acontecendo é um reequilíbrio do mercado e as verbas estão migrando para onde está o consumidor. Por causa desse investimento ainda pequeno, existem grandes oportunidades para empresas que querem explorar as mídias digitais”, acrescenta Leandro.

Foram monitorados investimentos em compra de mídia realizados em 38 cidades nos principais meios de comunicação. Os valores levam em conta a chamada tabela cheia e não consideram a inflação do período, de 6,5%.

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