Na noite da última quinta-feira, 6, veículos de Comunicação estiveram reunidos no Tecnopuc para acompanhar o painel ‘A Maior Copa de Todas as Audiências’. Na ocasião, foi apresentado um levantamento realizado pelo Instituto Reality de Pesquisas (IRP), que revelou como a Região Metropolitana de Porto Alegre acompanhou a Copa do Mundo de 2026. Após a explanação, um bate-papo foi conduzido pelo jornalista Raul Costa Júnior, com a participação de representantes da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Universidade Feevale, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
A abertura contou com a apresentação do diretor e fundador do IRP, Domício Torres, e do profissional de Marketing da companhia, Rafael Xavier, que detalharam os dados da pesquisa e a metodologia utilizada para a coleta das informações. Para o estudo, foram realizadas 300 entrevistas na Região Metropolitana de Porto Alegre. O levantamento considerou variáveis como cidades, bairros, gênero e faixas etárias, por meio de uma abordagem presencial realizada nas residências dos entrevistados.
Domício Torres e Rafael Xavier. Crédito: Coletiva.net
O levantamento
Entre os fatores analisados para a composição dos resultados esteve o número de partidas transmitidas por cada veículo: a Cazé TV exibiu 104 jogos via streaming, a Globo e o SporTV transmitiram 55 partidas, enquanto o SBT e a N Sports exibiram 32 jogos. A primeira pergunta do levantamento buscou identificar quem acompanhou os jogos da Copa do Mundo deste ano. Do total de entrevistados, 72,7% responderam que assistiram às partidas, enquanto 27,3% afirmaram não ter acompanhado o torneio.
Entre aqueles que não acompanharam os jogos, foi questionado se sabiam que era possível assisti-los por plataformas de streaming. Nesse grupo, 74,4% responderam que sim, enquanto 25,6% disseram que não. No perfil do público que acompanhou o evento esportivo, os homens representaram 52,8% dos entrevistados, enquanto as mulheres simbolizaram 47,3%. A maior participação foi registrada entre pessoas com 60 anos ou mais, seguidas pela faixa etária de 45 a 59 anos.
Em relação às plataformas utilizadas para assistir aos jogos, o YouTube liderou com 64,7% das menções, seguido pela TV aberta, citada por 50,5% dos entrevistados. Na sequência aparecem a TV paga, com 10,6%, o rádio, com 7,3%, e outras plataformas, com 0,9%.
O levantamento também abordou aspectos como os locais onde os entrevistados acompanharam a competição, o tempo em que acompanharam as partidas e a expectativa em relação ao desempenho da Seleção Brasileira. Nesse questionamento, 25% dos entrevistados acreditavam que o Brasil conquistaria o título, enquanto 75% afirmaram não acreditar na vitória da equipe.
Conversando sobre o resultado
Participaram do encontro os profissionais: Alessandro Souza, doutor em Comunicação e superintendente de Educação Corporativa e Business School da Ulbra; Cristiano Fragoso, publicitário e professor da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da PUCRS; Laura Habckost Dalla Zen, decana da Escola de Artes, Humanidades e Economia Criativa da Unisinos; Paola Zanchi, coordenadora dos cursos de pós-graduação da ESPM Porto Alegre; e Simone Carvalho da Rosa, professora dos cursos de Comunicação Social e Administração da Feevale. Na mediação do bate-papo esteve o jornalista Raul Costa Júnior.
Entre os assuntos abordados inicialmente no debate esteve a dificuldade que o público pode acabar enfrentando na hora de assistir aos jogos, diante da quantidade de plataformas que realizam transmissões atualmente. O tempo de Copa também foi outro fator que pode ter interferido com o tempo de acompanhamento das partidas, já que foram realizados mais jogos, por conta do aumento das seleções na competição.
Além disso, a competição também gerou assuntos que foram além do futebol, abordando pautas como colonização e racismo, o que também contribuiu para que o público selecionasse quem apoiaria, criando uma discussão cultural. Com o olhar no futuro, a Copa do Mundo Feminina também esteve no centro do debate, com a expectativa que o evento esportivo sediado no próximo ano também gere engajamento e audiência. O evento foi realizado pelo Grupo de Atendimento a Veículos do Rio Grande do Sul (GAV RS), em parceria com o IRP e o Jornal do Comércio.

