Um relatório divulgado pela empresa de pesquisa de mercado eMarketer mostra que o volume de engajamento de usuários no Facebook vem diminuindo gradativamente nos últimos anos. E, de acordo com o mesmo levantamento, esse ritmo de queda deve continuar por mais tempo, sem previsão de melhora.
A chefe do estudo, Debra Aho Williamson, afirma que essa queda é reflexo das mudanças promovidas pela rede social em seu feed de notícias. A plataforma fundada por Mark Zuckerberg deixou de priorizar conteúdo publicado por empresas de mídia, reduzindo o chamado clickbait, em um esforço para reduzir o impacto de informações falsas. Mais além, há um sentimento de desapego generalizado pelos usuários da rede – em especial, o público adolescente.
O gráfico divulgado pela eMarketer mostra a crescente desse desapego ao longo dos anos para usuários norte-americanos. O ápice da rede social foi em 2017, quando o pico de engajamento era de 41 segundos. Desde então, ele vem caindo – atualmente, a retenção é de 38 segundos –, com a previsão mostrando que os anos de 2020 e 2021 deverão ser os de maior baixa na rede, com 37 segundos.
Vale ressaltar que estes poucos segundos fazem diferença para o Facebook, que ainda deve uma boa parte de sua audiência para seus aplicativos principais e site via browser. Se nesse front a atenção do usuário dispersa e ele abandona o acesso, isso pode gerar um efeito negativo para anunciantes, de onde vem a principal renda da empresa.
O mesmo relatório da eMarketer aponta uma tendência de crescimento por parte do Instagram, propriedade do Facebook, junto com o WhatsApp. Embora a rede social de fotos não tenha o mesmo volume de audiência do Facebook, ela é uma das favoritas para anunciantes e empresas que compartilham conteúdo com foco maior em imagens.


