O estudo ‘O valor da publicidade no Brasil’ registra números significativos para a economia nacional. De acordo com a Deloitte, que assina a pesquisa encomendada pelo Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp), em 2020, cada real investido em propaganda gerou R$ 8,54 no PIB. A conclusão levou em conta dados da Kantar Ibope Media e Cenp-Meios, afirmando, então, que o investimento em mídia no ano passado, que somou quase R$ 50 bilhões, representou um impacto no PIB estimado em R$ 418,8 bilhões.
O mesmo estudo registrou ainda que outros pontos positivos são agregados à sociedade pelo investimento publicitário. Entre eles, o financiamento dos meios de comunicação, apoiando a liberdade de expressão; além da geração e sustentação de muitos empregos em diversos segmentos (em 2019, segundo dados do Ministério da Economia, cerca de 435 mil pessoas possuíam vínculo empregatício em segmentos direta ou indiretamente relacionados à atividade).
A Deloitte ainda apontou que a Publicidade promove a cultura, a educação e o entretenimento, sendo a mais importante fonte de receita da maioria dos veículos de comunicação. Além disso, tem forte representatividade nos esportes, por meio do patrocínio de eventos, atletas e clubes esportivos, e vale o mesmo para eventos culturais. A publicidade é, conforme a pesquisa, fundamental para que as empresas anunciantes construam valor para suas marcas, aumentem receitas e sustentem estratégias corporativas.
Para um futuro próximo
O levantamento é claro: o investimento publicitário está em franco crescimento no Brasil. Isso porque, entre 2001 e 2020, a taxa de crescimento anual, composta dos investimentos em publicidade, foi de 4,5% acima da inflação do período. A pandemia criou dinâmicas e acelerou algumas mudanças. A TV, por exemplo, teve picos históricos de consumo, e 75% dos recordes de audiência dos últimos cinco anos ocorreram em 2020.
A Deloitte estima que tais transformações continuarão ocorrendo. Em um cenário de prazo mais longo, tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e 5G estarão mais presentes no planejamento e na produção da publicidade, enquanto os dados ampliarão sua relevância na tomada de decisões.
Vale destacar que, junto como este crescimento econômico, limites éticos se tornarão cada vez mais relevantes e desafiadores com o aumento da publicidade digital e da capacidade de captação de dados de usuários.Tudo isso, conclui o estudo, exige que a publicidade esteja permanentemente aberta a inovações.
O estudo completo, com suas análises, pode ser acessado neste link.

