Preso durante dois dias em abril de 2008, o repórter Roberto Cabrini, hoje à frente do Conexão Repórter, do SBT, foi alvo de armação de policiais civis de São Paulo. A conclusão, divulgada nesta terça-feira, 12, é da Corregedoria da Polícia Civil daquele Estado. Cabrini havia sido acusado de levar 10 papelotes de cocaína no carro. O repórter estava com uma comerciante que havia prometido entregar vídeos comprovando a ligação entre integrantes da facção criminosa PCC com policiais. De acordo com a corregedoria, a comerciante comprou a droga para forjar o flagrante e avisou os policiais.
No relatório final da Corregedoria, que foi encaminhado ao Ministério Público, não há uma explicação sobre o motivo de os seis policiais envolvidos, entre eles um delegado, terem armado a prisão. Uma das hipóteses apontadas pela Corregedoria envolve Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas. De acordo com Vivian Milczewsky, ex-namorada de Maroni Filho, a prisão foi forjada para se vingar de uma reportagem na qual o Bahamas apareceu como “prostíbulo de luxo”. Ouvido pela Corregedoria, Maroni negou.


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