Em um encontro que durou duas horas, e no qual falou durante os primeiros 40 minutos, o prefeito José Fogaça apresentou esta manhã à imprensa o novo modelo de gerenciamento da coleta de lixo na cidade. O serviço, hoje prestado por 38 diferentes contratadas – mas que não prevê aspectos importantes como a limpeza de monumentos nem de leitos de arroios –, deverá ser licitado este ano, o que levou a Prefeitura a estudar em profundidade o assunto para propor novas alternativas. “Este encontro com a imprensa tem o objetivo de dar total transparência sobre o que precisa ser feito em Porto Alegre, e vocês são os representantes da opinião pública para transmitir nossa disposição”, disse Fogaça.
A idéia da Prefeitura é fazer com que a ação de limpeza da cidade seja tocada em conjunto com a Secretaria de Governança, para poder evoluir no trato de questões sociais delicadas – como os carroceiros e carrinheiros. A Prefeitura proporá alternativas que não anulam a interveniência desta mão-de-obra no sistema de coleta, o que valeu questionamento por parte dos jornalistas Afonso Ritter e Hélio Gama. O prefeito chegou a demonstrar uma ponta de irritação ao defender que “eles precisam ser tratados humanamente e educados para que sintam que é possível melhorar sua situação”. E isto poderá ocorrer, segundo Fogaça, porque as reformulações tentadas prevêem um aumento no volume de carga que poderá ser reciclada por carroceiros e carrinheiros.
Do encontro participaram também os secretários Clóvis Magalhães, de Gestão, e Cézar Busatto, de Coordenação Política e Governança Local, e o diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, Garipô Selistre. Agora à tarde os três deram nova entrevista à imprensa, para detalhar melhor o projeto. A Prefeitura pretende fazer uma rodada de encontros para debater o tema com a sociedade, o que ocorrerá de 3 a 5 de abril. No dia 13 será realizada uma audiência pública, e no dia 12 de maio deverá sr publicado o edital de licitação. O valor do serviço está estimado em R$ 90 milhões anuais.

