Notícias

Prefeituráveis tiveram debate linear na Federasul

“Tá na Mesa” reuniu seis dos oito concorrentes à Prefeitura de Porto Alegre

Com mediação do jornalista Nikão Duarte, seis dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre participaram da reunião-almoço Tá na Mesa, da Federasul, nesta terça, 23. O salão nobre e outro ambiente do Palácio do Comércio receberam cerca de 320 pessoas que foram ouvir as manifestações dos candidatos, em um clima que se alterou por duas vezes apenas, ambas as ocasiões proporcionadas por José Fogaça. O atual prefeito, candidato pelo PMDB, acusou Maria do Rosário (PT) de ter cometido “erros grosseiros” na apresentação dos números referentes à educação infantil e pediu direito de resposta à Luciana Genro (PSOL) diante de sua manifestação referente à licitação do lixo que foi cancelada. 

Os candidatos foram selecionados pelo critério de pontuação na última pesquisa realizada pelo Ibope. O presidente da Federasul/ACPA, José Paulo Dornelles Cairoli, em sua saudação aos convidados, enfatizou a participação ativa das entidades nas discussões em torno das grandes questões do Estado e de Porto Alegre. Ele lembrou que o setor de comércio e serviços representa cerca de 70% dos empregos formais da Capital: “A máquina pública precisa estar a serviço da sociedade com eficácia”, assinalou, acrescentando que os programas de governo devem incluir uma visão de longo prazo sobre a cidade.

Durante as duas horas do evento, Luciana Genro cobrou maior eficácia na administração pública, prometendo cortar pela metade os gastos publicitários que, segundo ela, em 2007 alcançaram R$ 15 milhões. Manuela D” Ávila (PCdoB/PPS) afirmou que não há soluções mágicas e sim novas para os problemas da cidade, e destacou que criará um comitê gestor para cuidar dos assuntos da Copa do Mundo de 2014. Onyx Lorenzoni (PP) lançou mão da frase “coragem para ousar e humildade para ouvir”, o que, segundo ele, se consegue fazer simplesmente andando pela cidade. 

José Fogaça, por sua vez, afirmou que as bases estão lançadas para o grande salto de qualidade da capital gaúcha e que é preciso ter “audácia da esperança”. Marchezan Jr. declarou que lutará para os impostos não serem desperdiçados pela má aplicação e pela corrupção, confessando que tem pressa e ambição de ser prefeito para fazer de Porto Alegre uma cidade melhor. Já Maria do Rosário falou na urgência da inclusão, no mercado, de outros setores ainda marginalizados. 

Além das respectivas assessorias de comunicação dos candidatos, estiveram presentes ao Tá na Mesa cerca de 20 jornalistas, entre eles os colunistas de política Adão Oliveira, do Jornal do Comércio, Rosane de Oliveira (ZH) e Taline Opptiz (Correio do Povo) – estas duas sentaram-se lado a lado e, por mais de uma vez, trocaram impressões sobre o que assistiam. 

O debate, que teve início às 12h20, contou com um primeiro bloco de considerações iniciais, no qual cada candidato, cuja ordem foi definida em sorteio prévio, falou por quatro minutos. Em seguida, os candidatos responderam às questões formuladas pelas entidades participantes e sorteadas na hora. José Fogaça falou sobre comércio, Luciana Genro sobre mobilidade urbana, Manuela D’Ávila sobre construção civil, Maria do Rosário sobre segurança, Nelson Marchezan sobre saúde e Onyx Lorenzoni sobre turismo. 

No terceiro bloco os candidatos perguntaram entre si, com o sorteio realizado instantes antes do debate que foi encerrado às 14h40. Antes das considerações finais (quinto bloco), os candidatos responderam ainda uma única pergunta elaborada pelas assessorias técnicas da Federasul/ACPA abordando a necessidade de se pensar em Porto Alegre por 10, 20 e 30 anos, com planejamento de longo prazo.

Imagem

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.