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Preparação diária orienta Bolívar Cavalar nas sabatinas eleitorais

Repórter de Política do Jornal do Comércio destaca o papel da apuração para questionar candidatos e aprofundar propostas

A disputa de 2026 é a segunda acompanhada pelo repórter e a primeira eleição geral de sua trajetória profissional. - Crédito: Coletiva.net.

A preparação de Bolívar Cavalar para entrevistar os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas sabatinas do Jornal do Comércio começou antes da definição da pauta de perguntas. Repórter de Política do veículo, ele considera que o acompanhamento diário da Assembleia Legislativa, do governo e das principais questões do Estado fornece a base necessária para aprofundar propostas, confrontar informações e decidir quais assuntos não podem ficar de fora das conversas.

No período eleitoral, esse trabalho é ampliado com uma análise mais detalhada do que cada candidato tem apresentado durante a campanha. A intenção é aproveitar o formato das sabatinas para avançar além das promessas. “Falam o que vão fazer, mas não falam como. Então, aqui a gente vê uma oportunidade de dar esse espaço também para os candidatos dizerem como vão fazer as propostas que estão apresentando”, explicou Bolívar, em entrevista ao Coletiva.net.

Segundo o jornalista, conhecer previamente os assuntos abordados é o que permite conduzir as entrevistas com firmeza. A busca por dados, informações factuais e elementos levantados por meio da apuração oferece sustentação para perguntas mais incisivas.

“O jornalista não pode ter medo e tem que ter muita educação. Acho que precisa conciliar essas duas coisas”, afirmou. Para ele, a firmeza não deve ser confundida com agressividade, mas também não pode ser abandonada diante de autoridades.

Bolívar relacionou diretamente a segurança do entrevistador ao domínio da pauta. Quando o questionamento está amparado por informações concretas, o jornalista consegue insistir em uma resposta e confrontar o candidato sem comprometer a imparcialidade.

Prioridades definidas durante a entrevista

A preparação das sabatinas inclui mais perguntas do que o tempo permite apresentar. A margem é planejada para que os entrevistadores possam adaptar a conversa às respostas dos candidatos, mas também exige decisões ao longo da gravação. “É natural que sempre fique uma pergunta de fora. Daí também vem o trabalho do jornalista de saber priorizar qual é o assunto que não pode faltar naquela sabatina”, observou.

Uma dessas escolhas ocorreu quando determinada entrevista ultrapassava o tempo previsto e o tema da proteção contra as cheias ainda não havia sido abordado. Diante da relevância do assunto para os gaúchos, a equipe antecipou a questão e retirou outra pergunta da pauta.

Além da necessidade de conceder o mesmo tempo a todos os candidatos, os jornalistas precisam considerar a duração das respostas e os demais compromissos das agendas eleitorais. Para Bolívar, administrar essas limitações também faz parte do trabalho de quem conduz uma sabatina.

Segunda cobertura eleitoral

A disputa de 2026 é a segunda acompanhada pelo repórter e a primeira eleição geral de sua trajetória profissional. A estreia ocorreu nas eleições municipais de 2024, quando integrou a cobertura do Jornal do Comércio e participou das sabatinas com os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre.

Embora defina sua experiência como recente, Bolívar ressaltou que o trabalho tem sido contínuo. Agora, na cobertura estadual, ele volta ao formato com uma pauta mais ampla e voltada aos desafios do Rio Grande do Sul.

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