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Presidente do Sindjors declara que 2017 é um ano para ser esquecido

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), Milton Simas, disse que “2017 é um ano para ser esquecido”. Sobre a negativa, ele destacou que a reforma trabalhista, em vigor desde novembro deste ano, “foi avassaladora para a nossa entidade”, e lembrou o fim do repasse da taxa negocial por parte do Grupo RBS, o que caracterizou como “outra punhalada”. Ambas as questões já haviam sido sinalizadas pelo líder sindical neste ano como causadoras da situação financeira delicada da instituição.

Sem entrar em pormenores, Simas limitou-se a informar que “não tenho nada de relevante” para declarar sobre as conquistas do sindicato ao longo do ano e que 2017 termina “com um cenário nebuloso e de muitas incertezas”. Para 2018, disse ao Coletiva.net que a expectativa é de que a categoria se engaje com o sindicato e tenha uma presença maior, principalmente no que se refere à sindicalização e, sobre as previsões de melhora da economia nacional, falou que “não vejo um horizonte muito diferente em 2018”.

Em coletiva de imprensa realizada em novembro, Simas informou que a dívida da entidade chegou aos R$ 90 mil. Na mesma reunião, ele explicou que a situação complicada levou a diretoria a tomar algumas decisões, dentre as quais a demissão de colaboradores, o fechamento das delegacias de Passo Fundo, do Vale do Sinos e de Caxias do Sul, o corte da verba de representação concedida ao presidente, bem como de telefones celulares, material impresso e da TV a cabo. Agora, a instituição representativa conta com uma equipe de seis profissionais, dos quais cinco atuam em Porto Alegre e um fica em Pelotas, onde há outra sede.

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