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Presidente do TJ reclama de “crucificação” por parte da imprensa

O desembargador criticou a parcialização de jornais e citou Zero Hora como perseguidora do Judiciário

Durante o programa Entrevista Coletiva, veiculado ontem pela Band TV, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Marco Antônio Barbosa Leal, fez duras críticas à imprensa. No início da atração, a conversa com os jornalistas Felipe Vieira, Diego Casagrande e Afonso Ritter girou em torno do projeto Pacto pelo Rio Grande, lançado pela Assembléia Legislativa. Foi quando o desembargador foi requisitado para explicar melhor do que se tratam os depósitos judiciais, com o que ele respondeu: “As pessoas foram mal-informadas ao tempo de aprovação dessa lei. Alguns informaram por desinformados, outros tantos por má-fé, como costuma acontecer”.

Questionado sobre quem agiria de má-fé, o presidente acusou genericamente um colunista de jornal da Capital de afirmar “por má-fé, absoluta má-fé, e reproduzida talvez com idêntica má-fé, que o Judiciário deveria parar de construir prédios e comprar automóveis”. Disse ainda que evita dar entrevistas e que só as concede quando é procurado por “jornalistas sérios, competentes e honestos”. Ponderou: “Se parcializando ao noticiar, estão faltando com aquilo que é fundamental no jornalista, à minha ótica, pelo menos, que se chama ética profissional. O jornalista tem que ter credibilidade”.

Marco Antonio disse que se sente “crucificado” pela imprensa e que pode até entrar na Justiça contra determinados veículos de comunicação. Ao ser perguntado se estava se referindo ao jornal Zero Hora, respondeu afirmativamente: “Pelo que eu tenho visto agora, é só a Zero Hora. Houve uma conversa amistosa com o pessoal da editoria e eu acho que tem que começar a respeitar a instituição. Eu posso divergir, mas vou tratá-la respeitosamente (…) Eu só não admito que ataquem o Judiciário, quando o Judiciário não tem responsabilidade. E jogar ao nosso patrimônio o fato de atrasar a folha de funcionários e eximir-se de responsabilidade, aí não vai dar”, criticou.

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