Realizada na última quinta-feira, 21, a primeira audiência de conciliação entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e os patronais, relativa à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2023/2024, terminou sem acordo. Por solicitação da entidade representativa da categoria, a sessão virtual foi mediada pelo vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), desembargador Ricardo Martins Costa.
Laura Santos Rocha, presidente do Sindjors, entende que, “infelizmente”, o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindijore-RS) e o Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (SindiRádio) chegaram à audiência “com as mesmas convicções que nos afastaram da possibilidade de fecharmos um acordo”. Entre as pautas defendidas pela entidade representativa dos profissionais estão assuntos relacionados à saúde da mulher, ao assédio e à desigualdade salarial entre homens e mulheres.
Antonio Carlos Porto, advogado do Sindjors, lembra que, pela falta de acordo que levou à mediação, as tratativas feitas anteriormente são desconsideradas. Isso inclui a reposição da inflação, que contemplava a integralidade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – 3,74% – mais aumento real, o que totalizava 6% de correção.
Por sua vez, os sindicatos patronais, representados pelos advogados Ary dos Santos e Guilherme Guimarães, argumentaram sobre as perdas sofridas pelos veículos de Comunicação, com a entrada de novas plataformas. Dessa forma, a reunião foi encerrada com a orientação do desembargador para que haja reflexão e a apresentação de sugestões na próxima audiência, que ocorre nesta terça-feira, 26.

