O painel de encerramento do Maximídia 2005 promoveu a inversão de papéis entre agências e clientes através de um “psicodrama”. A experiência mostrou que profissionais de marketing e publicitários acharam difícil assumir a postura e os problemas “do outro lado”. O exercício conseguiu levantar as questões de fundo que mexem hoje com o mercado, como modelo de negócios, remuneração, relações de parceria, confiança e transparência.
No papel dos clientes, participaram Dalton Pastore (presidente da Abap e da Carillo Pastore Euro RSCG), Sérgio Amado (da Ogilvy) e Paulo Giovanni (da Giovanni,FCB). Eles defenderam as relações éticas entre os dois lados do “balcão”, se mostraram a favor da concorrência remunerada e do uso de pesquisas – desde que elas não engessem a criação.
Na outra ponta, João Ciacco (Fiat), Cristiane Teixeira (Itaú) e Marcelo Toledo (Kaiser), representando as agências, disseram que procurariam trabalhar em maior sintonia com as necessidades dos anunciantes, se mostraram favoráveis a formas de remuneração que incluíssem bônus por resultados e defenderam um modelo de agência mais voltado a pensar em questões estratégicas, deixando a realização para parceiros especializados.

