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Profissionais de marketing político querem regulamentação

Crise política prejudica imagem dos que trabalham nesta atividade

O II Simpósio de Comunicação e Marketing Político, realizado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), encerrou as atividades no final de semana com a apresentação de uma proposta de regulamentação profissional. O entendimento é de que, diante da crise por que passa o Brasil, o marketing político acaba sendo “demonizado e culpabilizado por todos os males da política”.

“A única forma de mudarmos esse cenário é atuando com total transparência”, argumentou Paulo de Tarso, diretor da Matisse Comunicação. A regulamentação profissional e a criação de um código de ética – nos moldes do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) – seriam o caminho para que não houvesse censura prévia aos programas de candidatos, como propõe a reforma política em tramitação. “Não vai ser pelo caminho da censura que iremos avançar na democracia”, defendeu André Torretta, diretor da República Comunicação, lembrando que o Conar nasceu justamente de uma ameaça ao setor, no período militar.

A proposta foi bem recebida pelos organizadores do evento. “Vamos realizar novos encontros para aprofundamento desse debate”, disse o organizador, Ivan Santo Barbosa, chefe do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da ECA-USP. “Já estamos preparando um documento com as principais propostas levantadas durante o evento, para subsidiar as futuras discussões”.

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