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Profissionais falam sobre a ciência de criar e aplicar pesquisas no ‘Fala, Mercado’

É natural no ambiente de trabalho ou na vida particular sustentarmos nossos argumentos em estudos, por isso, o ‘Fala, Mercado’ desta semana chamou duas especialistas na área de pesquisas de opinião para tratar sobre o tema. As convidadas do programa apresentado por Márcia Christofoli, diretora do Coletiva.net, foram Elis Radmann e Laura Lemos e elas explicaram como são tomadas as decisões para realizar um estudo, a importância de saber o que procurar e as dificuldades encontradas ao negociar com uma corporação.

Para Elis, a pesquisa é uma ferramenta para tomada de decisões, e quanto mais conhecimento é adquirido, mais perguntas surgirão. “Ela é contínua, é uma escada. Conforme subimos alguns degraus teremos uma visão mais ampla e aí teremos outros passos para aprender. A pesquisa serve para a gente compreender o hoje e ver o que vem para o amanhã”, explica. Ademais, ela destaca que frequentemente o time desenha um primeiro esboço para o projeto e depois ele precisa ser repensado e muitas vezes refeito. Laura relata que isso ocorre pois “estamos lidando com o mercado, temos recursos financeiros e tempo limitados”.

O processo inicial de uma pesquisa é fundamental para entender o que se busca ao final da observação, conforme aponta Laura: “Se temos um objetivo que não está bem definido, a chance da pesquisa ocorrer de uma forma incorreta ou trazer um resultado inesperado é muito grande”. Além disso, é necessário analisar se é possível abordar diferentes temas em um projeto, a fim de auxiliar outros departamentos, ou não. “É preciso entender se faremos uma pesquisa que busca resultados para diferentes pontos ou se é necessário fazer pesquisas separadas em momentos distintos”, relata a profissional.

Um problema apontado por Elis foi a grande quantidade de empresas que apresentam um briefing antes de conseguir responder o que eles buscam e precisam. “Eles olham a pesquisa como um ponto específico, e não é assim que funciona. É necessário fazer um ‘raio-x’. A maior dúvida deles é quem ouvir, para definir a técnica é preciso saber o público-alvo.” Laura concordou com a colega e destacou que as entidades precisam entender que os pesquisadores precisam participar de todo o processo, não só executando o briefing. A investigadora acrescenta que a equipe pode agregar mais olhando para além da visão do cliente.

Assista ao episódio:

Elis Radmann

Cientista Social e Política, fundou o Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) em 1996 e tem a Ciência como vocação e formação. Socióloga, obteve o bacharelado em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e tem especialização em Ciência Política pela mesma universidade. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), integra o Conselho Consultivo da Federasul, bem como da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (Asbpm). Além disso, foi conselheira de Desburocratização e Empreendedorismo no Governo do Rio Grande do Sul. Coordenou a execução da pesquisa EPICOVID-19 no Estado. Semanalmente, tem colunas disponíveis no portal Coletiva.net e em vários jornais gaúchos.

Laura Lemos

Psicóloga e pesquisadora, apaixonada por comportamento e negócios. Em 13 anos de atuação, já realizou mais de 400 projetos de pesquisa e inteligência de mercado e comportamento para marcas como: Colégio Farroupilha, Flowork, Grupo RBS, Insecta Shoes, Maiojama, Melnick Even, Panvel, Sicredi e Termolar.

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