O pesquisador, professor e diretor no Rio Grande do Sul da Associação Brasileira de Marketing Político (ABCOP), Paulo Di Vicenzi, explica que os programas eleitorais de rádio e televisão é que decidirão se haverá segundo turno nas eleições. “Estes dois veículos serão as ferramentas que definirão o futuro desta eleição, pois são os meios de maior abrangência popular”. Segundo ele, as pessoas começam a se informar sobre os candidatos e passam a se interessar pelo pleito a partir da veiculação das campanhas na mídia. “Agora é que se começa a medir a segmentação do voto”, afirma.
Com mais de 20 anos de experiência em campanhas políticas, o consultor alerta que o horário eleitoral tanto pode dar voto, como também tirar. “Temos que lembrar que a televisão trabalha com a imagem e a emoção. Dependendo da imagem que os candidatos passarem na televisão é que o eleitor decidirá se quer ou não essa referência para o futuro do País ou do Estado”. Di Vicenzi ressalta ainda que os pontos percentuais de diferença entre um candidato podem sofrer alterações com o horário eleitoral. “A televisão é que determinará se irão aumentar ou diminuir”.
Conforme o pesquisador, o grande erro que os candidatos podem cometer para forçar ou evitar o segundo turno está na escolha errada da imagem. O primeiro ponto é saber qual a representação que o povo percebe no candidato e a partir daí reforçar essa imagem. Isso é descoberto através de pesquisas qualitativas e vale para candidatos a qualquer cargo, ensina. Para Di Vicenzi, a conquista de um segundo turno vai depender da competência da equipe estratégica de cada candidato no uso da televisão.

