Nos próximos dias, o projeto que regulamenta a flexibilização do horário de transmissão do programa Voz do Brasil deverá ser analisado na Comissão de Comunicação do Senado Federal. Se aprovada, a matéria seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça, sendo remetida, em seguida, à Comissão de Educação, onde será votada em caráter terminativo, sem precisar ir ao plenário.
Atualmente, somente as emissoras de rádio do Rio Grande do Sul vinculadas à Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) são autorizadas a transmitir a Voz do Brasil em horários alternativos. Para o presidente da Agert, Roberto Cervo Melão, o programa como está hoje não se justifica. “Foi um instrumento muito importante para a história do Brasil, mas hoje com o grande número de rádios existentes representando diversas associações, entidades, universidades não se faz mais necessário, pelo menos, não no modelo atual”, afirma Melão.
Durante o Congresso da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), um painel legislativo reuniu os senadores Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e Antônio Carlos Magalhães Jr. (DEM-BA) e o deputado federal João Almeida (PSDB-BA) para debaterem o tema. João Almeida é favorável à extinção do programa argumentando que ele estaria bastante defasado. Já os senadores Sérgio Zambiasi e Antônio Carlos Magalhães Jr. defendem a aprovação do projeto de lei, de autoria do próprio ACM Jr., que propõe a flexibilização da retransmissão da Voz do Brasil entre as 19h e 0h30.
O mais tradicional noticiário de rádio do país está no ar há quase 70 anos. O objetivo é levar informação jornalística diária, sobretudo do Poder Executivo, aos mais distantes pontos do país. A atração começou a ser veiculada no dia 22 de julho de 1935, no governo Getúlio Vargas. Sua primeira edição foi apresentada pelo locutor carioca Luiz Jatobá. Naquele período, chamava-se Programa Nacional. De
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