Os sindicatos das Empresas de Rádio e Televisão (SindiRádio) e dos Proprietários de Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul (Sindijori) rejeitaram as propostas apresentadas pelos jornalistas, a fim de definir o acordo coletivo da categoria, cuja negociação se arrasta há nove meses. A decisão foi comunicada ao presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado (SindJors), Milton Simas, nesta quarta-feira, 12. As entidades patronais propõem aos profissionais a reposição do INPC (6,95%), com aumento real de 2% para o piso salarial do Interior e de 1% para o da Capital. A proposta será avaliada pelos jornalistas em assembleia geral convocada para o dia 22.
Em reunião na última semana, o Sindicato dos Jornalistas apresentou às entidades patronais uma proposta de acordo que beneficiava os profissionais que recebem o equivalente a até três pisos, o que representaria até R$5 mil – conforme o SindJors, estudos do Dieese apontam que 60% da categoria recebe acima do piso. “Não existe mais margem de diálogo ou negociação para que possamos avançar nessa questão, tendo em vista que já se passaram nove meses do início da nossa campanha salarial”, avalia Simas.
A proposta formulada pela comissão de mobilização dos jornalistas pleiteava reposição do INPC, aumento real de 2,5% para o piso do Interior, 1,5% para o piso da Capital e 1% para todos os demais salários até o teto de três pisos. Uma segunda proposta construída pelos profissionais das redações indicava reposição da inflação e aumento real de 2% para o piso do Interior, 1% para o piso da Capital e 1% para todos os demais salários até o teto de três pisos.
A assembleia dos jornalistas está marcada para as 15h do dia 22, no auditório da Associação de Cronistas Esportivos Gaúchos (Rua dos Andradas, 1270).

