Os formatos publicitários tradicionais continuam sendo os canais de maior valor para os brasileiros que buscam informações sobre marcas e produtos. O mesmo peso é dado à opinião de familiares e amigos. O levantamento ‘The new realities of marketing’ foi realizado pelo Grupo Interpublic, responsável pelas agências Borghi/Lowe, Giovanni+DraftFCB e WMcCann. A pesquisa ouviu, via internet, 602 pessoas no Brasil e em outros cinco países no ano passado.
Segundo o estudo divulgado pelo Meio&Mensagem, 51% dos entrevistados no Brasil consideram a publicidade como canal relevante para fornecer informações úteis sobre a marca, e que podem ocasionar em uma decisão de compra. O levantamento revela que atividade é tão confiável e procurada quanto a palavra de um amigo ou familiar.
O valor que os brasileiros dão à publicidade é bem superior ao que se observa em outros mercados. Nos Estados Unidos as fontes de informações mais comuns são as pesquisas feitas na internet (61%). A publicidade só aparece em 5º lugar no ranking, com 44% de menções, atrás ainda das opiniões de familiares (56%), informações do produto obtidas junto a pessoas de perfil parecido ao do consumidor (56%) e análise do produto por um especialista na internet (55%). No Reino Unido, Índia e Rússia, a atividade é mencionada em 45% das vezes. Na China esse índice é de apenas 30%.
O estudo conclui que há uma evolução no status da publicidade. Embora mantendo o mesmo percentual da pesquisa anterior, realizada em 2011, desta vez a atividade empatou com o valor das opiniões de pessoas próximas, que caiu de 55% para 51%. A pesquisa do Interpublic é bianual e está em sua terceira edição.

