Entre 1º de setembro de 2006 e 31 de maio deste ano, o Conselho de Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recebeu 298 denúncias envolvendo publicidade de produtos e serviços para crianças e adolescentes. Os dados estarão em um relatório da entidade, que comemora o resultado considerado baixo para as aproximadamente 500 mil peças publicitárias veiculadas – número estimado pela organização a partir de números do Ibope Monitor.
Do total de casos envolvendo publicidade infantil, 10 se referem a peças da empresa Ambev. O Turner International registra o mesmo número de denúncias. A Nestlé aparece em terceiro lugar, com nove casos relatados, seguida da Unilever, com oito; da Grendene e Mattel do Brasil, ambas com sete; e da Coca-Cola, Kraft e Reckitt Benckiser, com cinco cada uma.
As marcas que têm público composto basicamente por crianças registraram um baixo número de casos submetidos à análise do Conar. É o caso do McDonald’s, com quatro casos; da Pepsico, com três; da Ri Happy Brinquedos, com dois; e da Xuxa Promoções e Yakult, com um. Das 298 campanhas julgadas pelo conselho, 186 foram reprovadas.

